Pesos e medidas
Descrição do animal
O Aethina tumida, mais conhecido como o besouro-pequeno-da-colmeia, é um inseto coleóptero originário do continente africano. Este besouro tem despertado grande interesse e preocupação, principalmente entre apicultores, devido ao seu potencial destrutivo para colmeias de abelhas. Sua presença é especialmente notada em colmeias de Apis mellifera, onde pode causar danos significativos à produção de mel e à saúde geral da colônia.
Descrição física: O besouro-pequeno-da-colmeia é relativamente pequeno, medindo cerca de 5 a 7 mm de comprimento. Seu corpo é de forma oval e apresenta uma coloração que varia do marrom ao preto brilhante, o que pode dificultar sua identificação entre os detritos da colmeia. As larvas, por sua vez, são de cor branca cremosa, com uma cabeça marrom e podem chegar a medir até 10 mm de comprimento quando totalmente desenvolvidas.
Ciclo de vida: O ciclo de vida do Aethina tumida começa com a postura de ovos pela fêmea adulta nas frestas e fendas dentro da colmeia. Após alguns dias, os ovos eclodem, liberando larvas que se alimentam de mel, pólen e até mesmo de crias de abelhas. Esta alimentação voraz não apenas consome recursos valiosos da colmeia, mas também pode contaminar o mel com suas fezes, tornando-o impróprio para consumo e venda. Após se alimentarem, as larvas deixam a colmeia para se enterrarem no solo próximo, onde se pupam e emergem como adultos, prontos para infestar novas colmeias.
Impacto nas colmeias: O impacto do besouro-pequeno-da-colmeia em colônias de abelhas pode ser devastador. Além de consumir e contaminar os produtos da colmeia, sua presença pode levar ao estresse e à eventual deserção da colônia. Em casos severos, a infestação pode resultar na completa destruição da colmeia, com perdas significativas para a produção de mel e outros produtos apícolas.
Controle: O controle do Aethina tumida envolve uma combinação de métodos preventivos e ativos. Medidas como manutenção da higiene da colmeia, uso de armadilhas e barreiras físicas, e até o uso de certos produtos químicos aprovados podem ajudar a reduzir o impacto desses besouros. A seleção de locais apropriados para as colmeias, longe de áreas úmidas favoráveis ao ciclo de vida do besouro, também é uma estratégia importante.
Em suma, o besouro-pequeno-da-colmeia é um parasita destrutivo de colmeias que requer atenção e manejo cuidadosos por parte dos apicultores. Embora seja nativo da África, sua capacidade de se espalhar e estabelecer em novos territórios representa um desafio contínuo para a apicultura mundial.